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Exportadoras vão apostar na exportação de bens não petrolíferos


A Comunidade de Empresas Exportadoras e Internacionalizadas de Angola (CEEIA) anunciou hoje, em Luanda, que vai apostar na exportação de produtos como café, madeira, pedras para construção civil, bebidas e outros bens, em detrimento do petróleo e diamantes. O anúncio foi feito na abertura dos trabalhos da I Assembleia-Geral da CEEIA pelo presidente da organização, criada em 2013 e que integra 19 empresas.


Agostinho Kapaia justificou a medida com a necessidade de fomentar e valorizar ainda mais outros produtos nacionais que não os diamantes e o petróleo, os bens económicos com maior peso financeiro nas exportações do país.

As exportações angolanas de petróleo e diamantes representam em conjunto praticamente 98 por cento das receitas.

Esta estratégia da CEEIA inclui ações formativas dos seus membros e programas de apoio à política de expansão das empresas nacionais, assim como a internacionalização dos produtos angolanos em novos mercados mundiais.

A administradora executiva da CEEIA, Nádia Cruz, destacou o café, por se tratar de um dos produtos mais valorizados nas exportações durante o regime colonial.

A CEEIA foi criada em novembro de 2013 por 19 empresas angolanas com o principal objetivo de "assegurar a cooperação e articulação das exportações nacionais e a internacionalização de grupos empresariais angolanos ou grandes empresas nacionais", segundo o documento constitutivo da associação enviado à Lusa.

"A Associação pretende impulsionar a partilha de conhecimentos, a identificação de oportunidades e a realização de parcerias em países de referência e com organizações congéneres, no sentido de aumentar a escala e volumes de exportação e internacionalização de produtos e serviços angolanos", lê-se ainda no documento.

A economia angolana é ainda quase totalmente dependente do petróleo, seu principal produto de exportação, que representa 96 por cento do total das exportações, 60 por cento das receitas fiscais e 45 por cento do PIB.